Bueno, bueno, buenoooo... E não é que eu voltei pro Brasil? Pra essa terra que a Odete Roithman disse que não queria colocar os pés mais nunca. Pois é, né? Já dizia minha vó: bata com os pés na boca, porque as mãos não alcançam. Aqui estou. Há 3 anos voltei e acredito que, depois de muito sofrer, levar nome de chata, antipática, insensível, direta demais, as pessoas já estão me achando "fofinha". Custou. Demorou. Nem minha família me entendia. Meu irmão disse um zilhão de vezes que eu não estou mais na Europa. Que eu não preciso mais ser tão direta, que eu tenho que aprender a ser uma pessoa mais flexível. Logo eu? Que lido com criança o dia todo e que, diga-se de passagem, me adoram! Logo eu, que deixo o meu coração por onde vou?
Fiquei me perguntando o quanto das pessoas não me conhecerem de verdade era medo meu de me mostrar. Medo de sofrer. Medo de ter o coração partido. Mas assim, quem não quer coração partido, não ama, não é?
E redescobri o amor! Redescobri o amor fraternal dos meus amigos da vida toda, que me olham nos olhos e sabem ler o meu ser. Redescobri a felicidade das festas sem fim, das noites de desenho, das artes e dos traços despretensiosos. Alguns amigos estão distantes, outros não vivo sem. E tenho dois filhotes queridos que não vivo sem. São poços de amor e compreensão. Que não me julgam, me querem como eu sou e eu os quero como ele são. Descobri pessoas novas na minha vida e fui ampliando o leque de amizades de verdade. Me redescobri no amor dos amigos. Redescobri a felicidade das coisas simples, do não julgamento, das risadas idiotas e bobas, das noites de conversa, dos carnavais e do carinho. Do carinho!!! Sobretudo, do carinho!
Aos meus amores, aos meus amigos sequelados que fazem cada dia valer a pena, o meu muito obrigado por me fazerem descobrir esse amor pulsante que dormia dentro de mim. Meu muito obrigado! Vocês têm abrigo no meu peito pra vida toda!!!!
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